Tecnologia ou Metodologia?
Esta pergunta passa a ser muito interessante quando percebemos que, no mundo de hoje, as TICs - Tecnologias da Informação e Comunicação e seus dispositivos estão presentes em quase todas as áreas do campo profissional. De uma forma geral, as escolas utilizam dessas tecnologias, porém, principalmente na gestão e muito pouco nas atividades pedagógicas. Mas, será que basta incorporar a tecnologia para desenvolver uma boa aula?
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Bons professores permanecem em
nossas vidas
Por Ivani Cardoso
Muitas vezes os professores levam a
culpa pelas dificuldades de aprendizagem dos alunos, mas nem sempre
os que fazem um bom trabalho recebem elogios. Lúcia Maria Teixeira,
escritora, Mestre e Doutora em Psicologia da Educação, com
Graduação em Psicologia e Presidente da Universidade Santa Cecília
(Santos-SP), garante que os professores que deixam marcas positivas
permanecem conosco até a eternidade. Mas isso não é tão fácil.
Professores devem incentivar alunos a deixarem de ser meros
receptores de informações e passarem a ser protagonistas do
conhecimento.
Veja trechos da entrevista:
Qual é a grande contribuição do professor?
Comprovei também o fato de os professores basearem sua prática, principalmente, na atuação dos antigos docentes e na relação que com eles tiveram. Esse é um dado fundamental para quem trabalha na formação e educação de professores. Professores que deixam marcas positivas incentivam estudantes a refletir e a se tornar autores, isto é, serem sujeitos do que acontece e do que poderão estar ajudando a acontecer, no desafio do conhecer. É um ciclo virtuoso de reprodução das relações escolares, que se leva para toda a vida. Um bom professor permanece conosco até a eternidade.
Como fazer para que os professores sejam mais do que meros transmissores de conhecimentos?
O professor precisa estar sempre estudando, aprendendo, e ter condições para tal. Assim ele poderá estimular o aluno, desde o Ensino Fundamental até a Pós-Graduação, a desenvolver o método científico, ser criador, construtor de conhecimentos. O aluno precisa ser desafiado, convidado a constantes ações (atividades), operações com ideias, elaboração de produções próprias, escolhidas por eles mesmos, sob orientação dos professores. Isto é motivador para o esforço do estudante e também do professor. Professores sabem ensinar, mas só os mestres sabem perguntar, valorizar a resposta que o outro pode dar.
Como chegar ao coração e às mentes desses jovens ligados em celulares, redes sociais, Internet?
Eles vêm para a escola com um outro ritmo mental. Vivência virtual gera urgência, excitação constante. A escola não pode ignorar isso, mas precisa lhes dar elementos que os faça refletir sobre toda essa informação, com a qual lidam de forma impaciente, superficial. As mídias eletrônicas podem ser aliadas dos educadores. Em tempos de uso das novas Tecnologias da Informação em Educação (TIC´s), incentivar alunos a deixarem de ser meros receptores de informações e passarem a ser protagonistas do conhecimento. Ao invés de pedir para que o aluno faça uma pesquisa pela Internet, por exemplo, podemos estimular para que ele use os dados desta ferramenta de pesquisa para criar textos próprios (nem que seja num blog ou até mesmo uma produção de sua autoria, envolvendo imagens num canal do Youtube...).
Leia a entrevista completa no link abaixo:
Nesta perscpectiva apresentamos como proposta metodológica a ABP - Aprendizagem Baseada em Projetos. Esta metodologia é também defendida pelo professor Nilbo Nogueira, Doutor em Educação, como uma boa proposta metodológica para trabalhar com os estudantes da chamada Geração Z.
Clique na imagem para assistir ao vídeo.
Nessa mesma linha de trabalho, apontamos as seguintes características que fazem parte do desenvolvimento de uma boa prática de ABP:
Como exemplos concretos de trabalho com as características apontadas acima, apresentamos os vídeos realizados em duas Escolas Municipais de Belo Horizonte - MG.
Basta clicar sobre a imagem.
Controle de Pombos - E.M. Francisca de Paula
A Raiz do Meu Cabelo - E.M. Hilda Rabello Matta
Proposta de Trabalho do Teitec
Nossa proposta de trabalho para os participantes da formação em serviço Teitec envolve não só a aprendizagem de recursos tecnológicos como um exercício de metodologia. Para isso foi criada uma situação problema em que, hipoteticamente uma pessoa de grande renome foi contratada para falar sobre a relação Escola - Comunidade. Esta escola, extremamente abalada por problemas de violência, estava sob risco de fechamento definitivo em virtude da situação extremamente adversa que vivia. A expectativa era grande e o ginásio estava completamente lotado de pais, professores, funcionários e estudantes aguardando a fala do eminente professor. Diante da grande plateia ansiosa e já em atraso relativo ao horário marcado, o diretor anuncia: o palestrante não vem! Foi afectado pelo vírus do H1N1(ou da Chikungunya).
Esta
situação problema foi o ponto de partida para o início dos trabalhos de investigação em relação à doença.
Etapa 1
Formação de grupos ou duplas para início da pesquisa sobre o assunto:
- Características
- Sintomas
- Forma de Transmissão
- Prevenção
- Dados (Regional, Cidade, Estado, etc)
Este trabalho deve ser feito de forma colaborativa com a utilização de pesquisa de texto e imagens através da internet, compartilhada via
Google Drive. A parte escrita deve ser construída no
Documentos Google.
Etapa 2
Início de uma investigação "in loco" através da gravação de imagens em vídeo de entrevistas com pessoas da própria escola, falando sobre experiências sobre o assunto.
Este exercício é fundamental para a segunda parte do nosso trabalho que é aprender o processo de
Edição de Vídeo. Essa é a temática do nosso terceiro encontro.